Como produzimos cada análise →

Documento público

Metodologia

Esta página descreve, de forma transparente, como o Lupa no Governo produz suas análises — incluindo o uso de modelos de linguagem em etapas específicas do processo editorial.

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Coleta de matérias

A cada três horas, o portal lê os feeds RSS dos principais veículos brasileiros que cobrem política federal. Para cada item novo, baixamos a matéria completa e extraímos seu texto principal, registrando título, fonte, URL, data de publicação e conteúdo bruto em nossa base.
02

Veículos monitorados

Adotamos uma classificação editorial declarada de cada veículo apenas para garantir pluralidade nas análises — não como julgamento de qualidade jornalística. Análises só são publicadas quando há ao menos duas fontes de veículos distintos, idealmente com linhas editoriais diferentes.
  • G1 (Globo)Centro
  • Folha de S.PauloCentro-esquerda
  • Poder360Centro
  • Carta CapitalEsquerda
  • Gazeta do PovoDireita
  • O GloboCentro-direita
  • UOL NotíciasCentro-esquerda
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Classificação editorial

Cada matéria é submetida a um modelo de linguagem (Claude Sonnet, da Anthropic) que avalia se ela descreve uma ação concreta do Poder Executivo Federal — decreto, lei sancionada, portaria, programa lançado, política implementada — distinguindo-a de declarações, polêmicas, atos do Legislativo ou Judiciário. O modelo também propõe título, resumo neutro, área, órgão responsável, data e atribui um nível de confiança ao julgamento. Itens com baixa confiança são descartados antes de prosseguir.
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Agrupamento de matérias

Matérias sobre o mesmo evento são agrupadas em uma única ação de governo. O agrupamento usa similaridade textual entre títulos e resumos extraídos, dentro de uma janela de 14 dias. Quando uma ação acumula matérias de pelo menos dois veículos diferentes, ela avança para a etapa de análise.
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Análise multi-eixo

Um segundo modelo lê o texto integral das matérias agrupadas e produz uma análise por eixo de impacto (econômico, social, ambiental, fiscal, institucional). Para cada eixo relevante são extraídos:
  • Pontos apontados como benefício, sempre atribuídos à fonte;
  • Pontos apontados como prejuízo, sempre atribuídos à fonte;
  • Uma nota de −3 a +3 indicando o saldo das avaliações;
  • Um nível de confiança de 1 a 5;
  • A lista de fontes que sustentam o eixo.

O modelo recebe instruções estritas de não usar conhecimento próprio além das fontes fornecidas e de sempre apresentar visões divergentes proporcionalmente ao que aparece na cobertura. Em controvérsias, ambas as posições são incluídas.

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Indicador visual

O saldo geral de uma ação é a média das notas dos eixos analisados, exibido em uma barra de −3 a +3. A escala é deliberadamente discreta: ela orienta a leitura, mas não substitui o conteúdo da análise nem o acesso direto às fontes citadas.
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Limitações conhecidas

  • A classificação de linha editorial dos veículos é uma heurística simplificada e não capta variações entre seções, colunistas ou momentos.
  • Modelos de linguagem podem extrair argumentos imprecisos, descontextualizados ou perder nuances. A análise depende do que as fontes efetivamente publicaram.
  • Ações com cobertura assimétrica (apenas um lado do espectro) podem gerar saldos enviesados.
  • Ações sem cobertura jornalística suficiente não são publicadas.
  • O portal não substitui a leitura dos atos oficiais no Diário Oficial da União.
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Independência editorial

O portal não recebe financiamento do governo federal, de partidos ou de candidatos. As decisões de quais matérias monitorar são determinadas pela seleção de veículos listada acima e pelo classificador descrito na seção 03 — não por escolha humana caso a caso, o que reduz risco de viés de seleção.
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Vozes editoriais

Para que análises sobre temas distintos não soem todas iguais, cada texto recebe uma camada final de reescrita assinada por uma de cinco vozes editoriais — economia, política, jurídica, social e editorial geral. A escolha da voz considera a área da ação, com algum elemento aleatório.

Cada voz tem um perfil de redação distinto: léxico característico, ritmo de frase, preferência por certos tipos de fonte. A função é estilística — o conteúdo factual da análise (benefícios apontados, prejuízos apontados, notas, atribuições às fontes) é o mesmo independentemente da voz sorteada.

Importante: as vozes editoriais não correspondem a pessoas físicas. São perfis de redação configurados internamente e aplicados por modelos de linguagem. A escolha pelo formato de voz editorial (em vez de "análise da redação" sem assinatura) busca tornar explícita a variação de estilo entre análises e permitir ao leitor identificar o registro de cada texto.

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Última revisão da metodologia: maio de 2026. Sobre o projeto.