Documento público
Metodologia
Esta página descreve, de forma transparente, como o Lupa no Governo produz suas análises — incluindo o uso de modelos de linguagem em etapas específicas do processo editorial.
Coleta de matérias
Veículos monitorados
- G1 (Globo)Centro
- Folha de S.PauloCentro-esquerda
- Poder360Centro
- Carta CapitalEsquerda
- Gazeta do PovoDireita
- O GloboCentro-direita
- UOL NotíciasCentro-esquerda
Classificação editorial
Agrupamento de matérias
Análise multi-eixo
- Pontos apontados como benefício, sempre atribuídos à fonte;
- Pontos apontados como prejuízo, sempre atribuídos à fonte;
- Uma nota de −3 a +3 indicando o saldo das avaliações;
- Um nível de confiança de 1 a 5;
- A lista de fontes que sustentam o eixo.
O modelo recebe instruções estritas de não usar conhecimento próprio além das fontes fornecidas e de sempre apresentar visões divergentes proporcionalmente ao que aparece na cobertura. Em controvérsias, ambas as posições são incluídas.
Indicador visual
Limitações conhecidas
- A classificação de linha editorial dos veículos é uma heurística simplificada e não capta variações entre seções, colunistas ou momentos.
- Modelos de linguagem podem extrair argumentos imprecisos, descontextualizados ou perder nuances. A análise depende do que as fontes efetivamente publicaram.
- Ações com cobertura assimétrica (apenas um lado do espectro) podem gerar saldos enviesados.
- Ações sem cobertura jornalística suficiente não são publicadas.
- O portal não substitui a leitura dos atos oficiais no Diário Oficial da União.
Independência editorial
Vozes editoriais
Para que análises sobre temas distintos não soem todas iguais, cada texto recebe uma camada final de reescrita assinada por uma de cinco vozes editoriais — economia, política, jurídica, social e editorial geral. A escolha da voz considera a área da ação, com algum elemento aleatório.
Cada voz tem um perfil de redação distinto: léxico característico, ritmo de frase, preferência por certos tipos de fonte. A função é estilística — o conteúdo factual da análise (benefícios apontados, prejuízos apontados, notas, atribuições às fontes) é o mesmo independentemente da voz sorteada.
Importante: as vozes editoriais não correspondem a pessoas físicas. São perfis de redação configurados internamente e aplicados por modelos de linguagem. A escolha pelo formato de voz editorial (em vez de "análise da redação" sem assinatura) busca tornar explícita a variação de estilo entre análises e permitir ao leitor identificar o registro de cada texto.
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Última revisão da metodologia: maio de 2026. Sobre o projeto.